A hora e a vez do Jornalismo Cultural, entre outras pechinchas.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Show do intervalo da NBC

( em forma ) Se pudéssemos definir uma palavra para o show que a Madonna mandou ontem à noite no intervalo mais visto dos Estados Unidos - e um dos mais vistos do mundo - durante a final de futebol americano, essa palavra seria "impecável".




Madonna em apresentação do intervalo da final da  temporada 2011 
do Football em Indianápolis, na noite de 05 de fevereiro de 2012


Madonna colocou Lady Gaga no chinelo com sua voz de mocinha ( como pode? ) com seus mais de 50 anos de idade, como nessa opinião do Odair Braz Jr, pelo R7.

Sucesso dessa apresentação que também vem de toda a produção. A equipe montou e desmontou um palco espaçoso para que Madonna dançasse suas músicas sem reclamar. Além disso, e agora falando numa linguagem técnica de iluminação, essa produção quebrou paradigmas tradicionais de iluminação ( luz branca, luz fria, luz quente, contra-luz ) porque a iluminação é o enorme telão usado na pista de dança - me lembrando de John Travolta em "Embalos de sábado à noite" com a pista de dança luminosa. Além disso, e o que já vem acontecendo com alguma frequência, é a iluminação fazer parte do cenário.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Os moradores e as sacolinhas.

UM setor comercial de UM estado ( com "e" minúsculo mesmo ) de UMA Federação no MUNDO TODO não produz mais sacolinha de plástico.

  
Espera aí. Quantas pessoas moram no Estado de São Paulo? Quantas pessoas moram no Mundo? Qual é o porcentual mundial que isso representa? Qual é o porcentual em relação à China e India, juntos? 

Oras. Enquanto supermercados vetam sacola porque o governador quer, a truculência policial do mesmo estado ( de novo, com "e" minúsculo ) reina solta porque "cumpre-se ordens". Me lembrei de Ricardo Boechat: "Não, governador! Não cumpra! Não cumpra! 'Não vou fazer isso com a minha Polícia'".

Estou tentando achar a entrevista que uma jornalista d'O Estado de São Paulo, ironicamente do Estado, deu ao Flavio Gomes na noite de domingo para ilustrar e complementar o que Boechat diz.







Dois pesos, uma medida. Tiraram sacolinha do supermercado e não deram opção aos consumidores. Tiraram 1600 famílias do Pinheirinho e não deram outra opção de moradia pra eles, nem a longo prazo. 

Não, governador. Não! O stado ( xi, já sem o "e" ) não é isso e só isso. Caso não se lembre, em 1932, pegamos em armas contra um general. Obviamente que fomos sufocados. Mas serviu pra mostrar a força de São Paulo, militarmente inclusive, para o País.



Num caso bem mais recente, e fazendo lembrar pelo seu queridíssimo Mario Covas, o marco zero da cidade da capital do Estado ( porque agora merece o "E" maiúsculo ) foi o palco da maior manifestação pró-emenda Dante de Oliveira, para que o povo escolhesse de forma direta, no papel e com um X, e contados os votos um a um, o primeiro presidente da República pós-golpe.


Onde você estava, governador, nesse dia? Jogando Atari? Já treinava polícia-e-ladrão jogando Keystone Kapers?


Governador, você tem mais dois anos de mandato. Pedimos a gentileza de, se possível e evitável, não fazer mais nenhuma merda. Acho que você sabe da força popular ( que é totalmente diferente, expressa e legítima ) de força pública que o Estado que está sob sua batuta - mas que tem usado a batuta como se fosse porrete daqueles pré-históricos - para colocar o Estado no eixo. Lembre-se que o nome "Eixo" se refere às potências nazi-fascistas da 2ª Guerra Mundial.



Já existe uma petição pública pedindo o seu Impeachment. Se necessário, sairemos às ruas de caras pintadas movamente. E quantas vezes forem preciso. E seja lá quem esteja aí no seu lugar, Governador.


Porque, na minha sincera visão, Governador é algo Institucional. Não é você, Montoro, Adhemar ou qualquer outro nome. É o Governador, seja lá quem for.


"Ah, que ridículo, vão fazer manifestação na Paulista pela volta da sacolinha." Oras, não seja ridículo quem pensa assim. Na verdade, e agora eu volto pra fechar, é como isso se deu depois da aplicação da Lei ou Acordo, como queiram. Se a Federação deixasse de passar o PAC para obras do Rodoanel o governador iria gostar?  Certamente, não. A Federação deu outra opção? Não.


Copio e colo: tiraram sacolinha do supermercado e não deram opção aos consumidores. Tiraram 1600 famílias do Pinheirinho e não deram outra opção de moradia pra eles, nem a longo prazo. A questão não é, exatamente, a retirada dos moradores de um terreno como se fossem sacolas plásticas de supermercados. A questão que levanto aqui é o que o stado ( sem o "E", de novo ) deveria suprir essa demanda e, principalmente, com quais opções. 

Isso é arbitrário.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Elis/Nara



Nara Leão faria 70 anos hoje. Elis Regina se foi há 30 anos. Nara tinha uma voz pequena, econômica; Elis era pura explosão. Mas tirando o estilo vocal e o temperamento ( Elis explosiva e à flor da pele ; Nara comedida, mas não menos emotiva), as duas tinham muito em comum. Ambas tiveram o faro para tirar da obscuridade pérolas escondidas do cancioneiro: Nara com o Show Opinião jogou luz nos autênticos Cartola, Zé Ketti e João do Valle. Elis, desde o início, sempre procurou a fonte: vivia marcando encontro com compositores novos - assim foi nos anos 60 com Gilberto Gil, Milton Nascimento e Chico Buarque ( os dois últimos mudos de timidez) e assim continuou nos anos 70 com João Bosco/Aldir Blanc, Belchior e Cláudio Lucci. Elis batizou em disco (e show) muita gente. E tanto ela como Nara estouraram em festival ( Elis com Arrastão em 1965 e Nara com A Banda em 1966). Tudo bem que Nara já era há anos a 'Musa da Bossa Nova' e foi no seu apartamento que a coisa toda virou movimento, mas foi ali, no festival, que ela apareceu para o Brasil e deu uma virada brusca em sua carreira ( a primeira de muitas - logo depois veio o Opinião e em 1968, um flerte seríssimo com o Tropicalismo). E teve também a postura firme e decidida contra a Ditadura por parte das duas. Nara desde o "Opinião" virou persona non grata para os militares e assim permaneceu até a Abertura; Elis demorou mais para se engajar e foi muito criticada pela esquerda por isso, mas na década seguinte virou esse jogo, principalmente com "O Bêbado e a Equilibrista ( "a volta do irmão do Henfil")  Isso se não entrarmos no campo pessoal, pois ambas tiveram um romance com o lobo Ronaldo Bôscoli ( Nara foi noiva por anos e Elis casou e teve filho com ele). Mas o que vem ao caso aqui é o quanto essas mulheres foram importantes para a nossa música. Sem serem compositoras, conseguiram impor uma identidade e uma emoção tão forte em suas carreiras que entraram para sempre na História como musas e referências máximas na arte da interpretação .
Nara Leão: http://www.youtube.com/watch?v=EDABIsGDaTE&feature=fvst
                  http://www.youtube.com/watch?v=9_VigUedYVI&feature=fvsr
Elis Regina: http://www.youtube.com/watch?v=m_9QRn2wviE
                  http://www.youtube.com/watch?v=6B0sSJrkzGk
                  http://www.youtube.com/watch?v=nk3S3t4ESgQ

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Um "bandinho", um violão...



A banda Walk off the Earth é uma banda independente canadense que se especializou em fazer covers inusitados de hits, produzindo vídeos surpreendentes que acabam sempre com ótima audiência. Mas o último cover postado pela banda no dia 05/01, versão de um hit da banda indie australiana Gotye extrapolou todas as expectativas e já é o vídeo mais visto do ano. A idéia é bem interessante, a versão está muito bem ensaiada e a participação feminina (a convidada Sarah Blackwood) equilibra bem os vocais. O primeiro a cantar, aliás, tem o timbre do Michael Stipe do finado R.E.M. Assistam o vídeo (no site oficial e no YouTube) e outras estrepolias da banda ( no link do site Vida Ordinária):



http://www.walkofftheearth.com/
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=d9NF2edxy-M#!
http://vidaordinaria.com/2012/01/bau-dos-covers-especial-walk-off-the-earth/

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Nelson, 100

Eu não poderia fechar o ano sem homenagear os 100 anos de Nelson Cavaquinho, o mais intuitivo entre tantos dos nossos sambistas intuitivos. Apesar do apelido ( o nome de batismo é Nelson Antonio da Silva), seu instrumento de fé sempre foi o violão, com o qual dedilhava harmonias de modulações inesperadas, com toques precisos e rascantes providenciados sempre por apenas dois dedos. Quem o via tocando nos pés sujos cariocas (seu reduto habitual) ficava de queixo caído, não só pelo peculiar jeito de tocar, mas também pela quantidade de cerveja entornada, a voz roufenha e única em anos de boemia e as letras de uma poética intensa e lírica, sempre sobrevoando lealdade, corações despedaçados e a implacável morte, seu tema mais comum. Nascido em 29/10/1911, viveu intensos 74 anos ( até 18/02/1986) , ricos em histórias que acabaram entrando para o folclore cultural brasileiro, seja de seus tempos de guarda noturno ( devidamente montado à cavalo) , das amizades musicais e da boemia inveterada. Nelson Cavaquinho foi único, mais uma força da natureza brasileira a fabricar sons do coração. 
Durante o ano, a TV produziu alguns bons programas sobre o compositor (vejam os links abaixo) e a EMI lançou uma edição especial com dois CDs em sua homenagem ( link para compra também abaixo). Viva Nelson!
#Ensaio ( TV Cultura - 30/10/2011 - reeditando o programa MPB Especial de 1973) - http://tvcultura.cmais.com.br/ensaio/nelson-cavaquinho
# Mosaico ( original de 2007 - reapresentado em 2011- TV Cultura) 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Viola, violão e... se a conversa acabar na cozinha...

( por Rick Berlitz )

“Se a conversa acabar na cozinha já é da família melhor pra você...”. Esta é uma música bem mineira, não é? Milton Nascimento. Ouvi muito isto no “Angelus”, que ao lado de outros discos, não vendo, não empresto – mesmo porque para quem empresa o destino é não rever.


Calma! Você vai entender o título e a ‘introdução’ deste texto, uma síntese da música do coração do Brasil. 





Uma cozinha enorme, tijolos sem reboco, piso de terra. Casa no interior, de campo e moradia. Pra quem passava férias, um delícia; no dia a dia de quem ali vivia, talvez nem tanto. 


Nesta casa, de cozinha grande e terra vermelha no chão, eu ouvi um grande violeiro. Tocava violão de 6, 7 cordas. E também viola de 10 e 12. Consegui ‘herdar’ a viola de 10 cordas. Guardo até hoje.


Lembro muito da tocada das músicas caipiras e outras um pouco estranhas. Estas, com um linguajar diferente, uma sonoridade diferente. Tinha alguma coisa estranha naquilo ali. Mas, como era moleque e não conhecia praticamente nada de música – e ainda não sei! -, aquilo não era apenas diferente. Soava como novo, nada a ver com o que sequer tinha escutado até então.


Aquela música era ainda a expressão do cantar do coração, do sentir e expor amor por uma terra, por uma mulher (no meu entender masculino, claro), por uma paixão que poderia ser até...o amor por uma árvore, pelo água, pela mata, pelos bichos. 


Achei, ali naquelas músicas, a tradução do que é a integração do homem (pode ser mulher também) com a natureza, com a Vida. 


Até hoje os timbres, as vibrações da viola - ‘rio abaixo’ ou ‘rio acima’, sei lá, meu amigo André (Gibeli), produtor musical dos bons, já tentou me explicar algumas vezes – me d eixam sem rumo. Não via apenas a técnica, nem a partitura. O que me encantava naquela audição era o violão, a viola a voz, a letra, a poesia. Era o sentimento!


Foi neste instante que senti que a música, de um jeito ou de outro, faria parte da minha vida. A partir dali que comecei a pesquisar, sem saber, a música do coração, das entranhas do Brasil. Uma música que não precisa de rodeios para ser o que é. Não precisa de promoção, pois é a ação e inação constante. Uma música que, ao ouvir pela primeira ou milésima vez, você se sentirá “na cozinha e que já é da família”. A verdadeira percepção de tudo o que é sofisticado musicalmente, e simples poeticamente. Fala o que qualquer cidadão saberá ouvir, interpretar, em qualquer tempo e lugar. Canta na língua do coração que todo mundo entende.


Aonde fica a cozinha do Brasil? Ainda que subjetivo seja, na cozinha mineira. E como saborear um bom prato sem música? E de onde vem o melhor som e silêncio do Brasil? Do Centro Oeste, do Mato Grosso do Sul, fundado por... mineiros!


“Se a conversa acabar na cozinha já é da família. Melhor pra você...”




Enquanto esse velho trem
Atravessa o Pantal
As estrelas do Cruzeiro fazem um sinal

Ainda criança/adolescente, ouvindo aquele som, aquela viola e violão das mãos de um exímio músico, me sentia tão privilegiado quanto os americanos que tinham Elvis Presley e os ingleses que tinham os Beatles. 


Daí, um pulo pra pensar: “nós temos gente, rio (abaixo ou acima), mata, bichos e o privilégio de uma música pura, sincera, feita da alma, seja do centro, do oeste, do sul, do sudeste, do norte ou do nordeste”. 


Eu tinha ali uma audição tão equivalente a uma ópera. E um lugar tão magnífico como o Alla Scala, em Milão/Itália. Eu tinha uma cozinha, um chão e a música de Almir Sater.


"Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei demais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei,
Ou nada sei..."

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lennon, 8 de dezembro

( por Rick Berlitz )

Apesar dos babacas...

Outro dia vi Caetano criticando um crítico que disse: "Apesar de Garota de Ipanema", citando o caso do Rock´in Rio, onde milhares de pessoas cantavam com Stevie Wonder a música (e letra) do Tom e do Vinícius. Para o crítico, tudo foi bom, menos Garota de Ipanema.

Faço um comentário próprio: Já ouvi Garota de Ipanema até um hebriaco!

E a entrevista segue.

Gal Costa, na mesma entrevista, completou: "As pessoas cantam Garota de Ipanema em PORTUGUÊS, no mundo todo, até nos Estados Unidos!", disse. "Sabe-se lá o que entendem, mas cantam. Como muitos de nós cantamos em 'outras línguas', sabe-se lá o que dizemos/cantamos".

A crítica do jornalista ilustra um tanto a mediocridade existente neste início de Século XXI. Inacreditável, não!? E eu imaginava que chegaríamos a este Século com muito mais inteligência, pra dizer o mínimo. Nada disso... Todo o imaginário de "Vinte Mil Léguas Submarinas" e outros clássicos do Júlio Verne caem dia após dia por terra. E nem é no centro da Terra!

O Dia 8 de Dezembro.

Em 8 de Dezembro de 1980 eu entro no quarto das minhas irmãs e elas com o rádio ligado ouvindo notícias. Contam: mataram John Lennon. Isto foi e é inesquecível.

Ouço Beatles desde moleque. Lembro que uma estação de rádio de Porto Alegre tinha como jingle um famoso riff dos Beatles. Acho que era a Rádio Continental. E o Riff Dry Tripper:


31 anos depois...

Outro dia, no carro, coloquei diversas músicas, entre elas "All You Need is Love" Uma pequena notável adorou e cantou junto.

Indaguei: "Como assim? Sabe cantar isto?". "Aprendi na aula de inglês. Xii, sei a letra toda...". Voltei a música. Sabia mesmo. Catzo!


Claro, sou de 67 e não estive no calor da geração que teve o privilégio de ver, sentir, curtir e apreciar concomitantemente o furação "The Beatles". 

Beatles é como Beethoven: pra gostar não tem época, tempo, contemporaneidade. Gostar de Beatles é uma questão de frequência: ou você está sintonizado com o que é bom ou não. (Vale também para Garota de Ipanema, ok!)

Mas, ainda podemos ouvir / ler algum "gênio" da crítica metendo o pau nos Beatles e em John Lennon. Sobretudo 31 anos depois. 

Apesar dos babacas, que matam o corpo e tentam liquidar com a memória de gênios da música, vou dizer-lhes que difícil é matar, aniquilir e liquidar com a OBRA. Afinal, como L. v. Beethoven, The Beatles ficará por muitos anos no consciente e inconsciente coletivos.

E o que eu diria para John Lennon? Hello, goodbye!


Dedicado ao @QuintaSergio, quase um quinto Beatle.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Inclassificáveis.

Uma pancada pra quebrar o joelho do racismo pendurado na cruz.

Letra de Arnaldo Antunes.


que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?

que preto branco índio o quê?
branco índio preto o quê?
índio preto branco o quê?

aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos mamelucos sararás
crilouros guaranisseis e judárabes

orientupis orientupis
ameriquítalos luso nipo caboclos
orientupis orientupis
iberibárbaros indo ciganagôs

somos o que somos
inclassificáveis

não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,

não há sol a sós

aqui somos mestiços mulatos
cafuzos pardos tapuias tupinamboclos
americarataís yorubárbaros.

somos o que somos
inclassificáveis

que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio, que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?

não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não tem cor, tem cores,

não há sol a sós
egipciganos tupinamboclos
yorubárbaros carataís
caribocarijós orientapuias
mamemulatos tropicaburés
chibarrosados mesticigenados
oxigenados debaixo do sol

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

20 anos sem Freddie Mercury

Um dos melhores vocalistas de todos os tempos já deixou o Planeta há duas décadas exatas. O dia traz homenagens em várias mídias, e elas já começaram no final de semana.
No domingo, o bom programa Extrato da MTV veio com o título "Os Hinos da Rainha", trazendo em sua tradicional lista, 15 das músicas mais representativas do Queen.
Assista aqui: http://mtv.uol.com.br/programas/extrato/videos/os-hinos-da-rainha
Hoje rola muita coisa boa relacionada ao Queen e a Freddy. Nas ondas do rádio, via Antena 1 ( essa dica é do Léo) entre 18h e 19h, uma hora exclusiva com a banda no programa Big Hour ( sintonize no 94,7 FM)
ou na web: http://www.antena1.com.br/
O site The Living Brick criou para a data um boneco do cantor feito de Lego
aqui: http://livingdigital.com.br/20-anos-sem-freddie-mercury/
O site do Fantástico resgatou um antigo programa ( com apresentação de um jovem Cristiane Torloni) com imagens inéditas de show raro do Queen.
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1676867-15605,00-MORTE+DE+FREDDIE+MERCURY+COMPLETA+ANOS.html 
Paulo Cavalcanti na Rolling Stone digital traz hoje uma ótima matéria com os últimos dias de Freddie ( e links com fotos, vídeos e promoção)
http://www.rollingstone.com.br/noticia/os-ultimos-dias-e-morte-de-freddie-mercury/
E para quem quer novidade ( e mesmo 20 anos depois, sempre aparece uma), na sexta, o The Sun noticiou que em 2012 as gravações de Freddie com Michael Jackson sairão em disco. A fonte é duvidosa, mas quem falou foi o próprio Brian May. É ver para crer.
http://culturasemcensura2.blogspot.com/2011/11/dueto-entre-michael-jackson-e-freddie.html

Hendrix e a Stone

A Revista "Rolling Stone", edição estadunidense, fez uma pesquisa com músicos e jornalistas perguntando "Qual é o melhor guitarrista de todos os tempos?"

Nos links, a reportagem original, em inglês.

10. Pete Townshend



9. Duane Allman

A revista fez numa outra oportunidade uma reportagem sobre Duane Allman.



8. Eddie Van Halen



7. Chuck Berry



6. B.B. King



5. Jeff Beck



4. Keith Richards

...mas antes de ver o video, veja isso.



Guitarra de Bronze para Jimmy Page



A Guitarra de Prata vai para Eric Clapton. Falamos dele aqui no blog sobre o show no Estádio do Morumbi.



Para a pesquisa da publicação, Jimi Hendrix é o cara.



E aí? Concorda? Discorda? Acha que faltou alguém? Acha que sobrou alguém?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Um.


OS TRIPICALISTAS TRABALHARAM TODO TEMPO TRAMANDO TEXTOS TRANSLÚCIDOS. TAÍ!  TECEMOS  TESES, TROUXEMOS TIPOS TÍPICOS & TÓPICOS TENAZES. TUDO TRANSPARENTE, TIMBRADO, TEXTUALIZADO, TALHADO. TRANQUILAMENTE TRANSPASSAREMOS TREZENTAS TERÇAS E “TROÇENTAS” TUESDAYS. TROPICALISTAS/TRIPICALISTAS, TRAGAM TEMPO. TEMPO, TEMPO, TEMPO, TEMPO.


Um ano de Tripicalistas. Obrigado.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Novos Baianos de todos os tempos


Na madrugada do dia 18 de novembro de 2011, Jô Soares entrevistou Moraes Moreira, Tom Zé e o cineasta Henrique Dantas, diretor do documentário “Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano”, que demorou 11 anos para ser finalizado.

Aí vocês podem estranhar e perguntar:  - Mas o que o Tom Zé tem a ver com o grupo Novos Baianos, formado por Moraes Moreira, Galvão (letrista e líder), Paulinho Boca de Cantor, Baby Consuelo ( hoje Baby do Brasil) e meia dezena de instrumentistas ( Dadi no baixo, Jorginho – irmão de Pepeu – na batera, entre outros, esse grupo instrumental dentro do grupo chegou a chamar-se A Cor do Som)?


Tudo, na verdade. Tom Zé, conforme o filme revela e a entrevista resvala, foi uma verdadeira ponte (e Moraes confirma na conversa) entre os baianos já estabelecidos no Sudeste (a turma do Tropicalismo) e os Novos Baianos. Primeiro porque era o artista que mais transitava entre Rio/São Paulo e Bahia na época, levando novidades do movimento e dos festivais. E também porque em alguns momentos chaves estava na hora certa/lugar certo: foi vizinho de Galvão em 1966, deu aulas (gratuitas) para Moraes Moreira, na Bahia, gentileza feita por descobrir ali um compositor formado e criativo, que segundo suas palavras “revirou do avesso tudo e em três aulas acabou o que tinha pra passar e virou professor”.
Tom Zé continuou dando força pra eles em São Paulo (que sempre foi sua praia no Sudeste), tornando-se um elo inquebrável entre a geração anterior, que virou do avesso a MPB com o tropicalismo, e a nova, da qual faziam parte os Novos Baianos. O grupo prosseguiu nas experimentações e misturas de gêneros. Acabou unindo sambistas e roqueiros, coisa improvável antes,  foi um dos expoentes da contracultura nos anos 70 e teve alguns encontros míticos com o mestre de todos: João Gilberto.


Em 1970, Moraes conta que ele e Pepeu “roubaram” vários acordes do conterrâneo bossanovista . Paralelamente, Tom Zé desconstruía o samba e experimentava cada vez mais nos discos, o que acabou afastando-o da mídia tradicional e levando-o a um ostracismo involuntário nos anos 80, até ser “descoberto por David Byrne”, em 1989, sem querer (Byrne gostou do nome do seu disco “Estudando o Samba”), entrando em coletânea americana que ressuscitou sua carreira (anos antes, Tom Zé quase virou frentista de posto).
Com certeza, o diretor Henrique Dantas, quando focou em João Gilberto como o “pai” musical dos baianos pós-bossa (e com razão), talvez não adivinhasse tantas coincidências entre Tom Zé e os Novos Baianos. Inclusive na entrevista com Jô, cogitou-se a idéia desse novo foco para um projeto futuro.



Tom Zé, dá pano pra manga, com certeza. Mas antes disso ouve um certo João, o João do título do filme, que revolucionou a cabeça de jovens no Brasil todo (Chico Buarque, Edu Lobo, Geraldo Vandré, entre tantos outros) e toda uma geração posterior de baianos (Caetano, Gil, Gal, Bethânia, Tom Zé, Capinam). Todos novos baianos como os Novos Baianos, vistos do pioneiro banquinho deste João, que coincidentemente, para unir todos os elos mesmo, foi amigo de mocidade de Galvão, em Juazeiro. João Gilberto, mítico, gênio, mestre de todos esses citados, começou tudo...
Pensem que João Gilberto já vinha de outras paragens musicais, dos anos 40, 50. Tocou com músicos "clássicos" daquelas épocas e foi a luz musical de diversos artistas contemporâneos - até para Roberto Carlos!


João conviveu com gerações anteriores à Bossa Nova, com os Novos Baianos, com baianos e estrangeiros, com Tom Jobim e com as gerações posteriores a todos eles.

Por isto, João é o elo e o caminho a ser seguido. Foi assim em um passado bem distante, durante a Bossa Nova, nos tempos dos Novos Baianos e é ainda hoje para essa nova geração. O tempo não para. Nem João!

Texto: Rick Berlitz e Marcos "Malu" Massolini
Produção/Edição: Léo Engelmann

The Smiths no novo filme natalino da rede britânica John Lewis

A rede de lojas John Lewis já tinha feito sucesso no ano passado , com um filme global, apesar de ser uma marca local, sem diálogos e com roteiro direcionado para a emoção e a sensibilidade. Na trilha usada em 2010, optou-se por uma versão de Your Song de Elton John, com Ellie Goulding. Como hoje em dia, nada passa na malha fina do "politicamente correto", o comercial gerou protestos por mostrar o cachorro do lado de fora da casa, no friozaço, e acabou sendo alterado.Para 2011, a magazine britânica segue com a fórmula que deu certo, via agência Adam & Eve, e o sucesso vem se repetindo. E não se enganem, se ao assistirem o filme, não sentirem nenhum cheiro de polêmica no ar: já tem fãs reclamando que Morrisey quando fez a letra da música ( "Please, Please, Please, Let Me Get What I Want”) não estava pensando, obviamente, em consumo.De qualquer maneira, a banda aprovou, senão não estaria no ar. Apartes à parte, o filme merece uma assistida.
Em tempo: quem canta a versão é Slow Moving Millie ( Amelia Warner no batismo), atriz com vários filmes na Inglaterra ( e participações em trilhas televisivas) e que lança no dia 12/12 seu primeiro álbum, "Renditions". 

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=pSLOnR1s74o

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

1971

Pra quem me conhece, sabe que eu não me apego a uma música a ponto de ouvir no modo repeat.

Mas essa conseguiu.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11 do 11 de 11

( numerólogos ) A Antena 1, emissora de rádio da capital paulista, soltou um pequeno desafio aos internautas através do Facebook: "No dia 11/11/11, faça sua lista com 11 músicas".

A minha seleção:

1. Another day in Paradise - Phil Collins


2. Holding back the years - Simply Red


3. Because the night - 10000 maniacs




4. Talkin' bout a revolution - Tracy Chapman


5. Unwritten - Natasha Bedingfield


6. Your song - Elton John



7. I've got you under my skin - Diana Krall



8. For your love - Stevie Wonder




9. On my own - Patti la Belle e Michael McDonald




10. Love is love - Culture Club




11. Unchain my heart - Joe Cocker